domingo, 20 de outubro de 2013

Torta Sacher

Quem procurar na internet vai encontrar várias receitas de torta Sacher, mas vale ressaltar que a receita original é guardada a sete chaves...
Foto-http://www.mariajoaodealmeida.com

Torta Sacher

Preparação: 20 minutos
Cozimento: 45 minutos
Rendimento: 08 pessoas

Ingredientes:
200 gramas de chocolate amargo preto
120 gramas de manteiga
08 ovos + 2 claras = 10 claras
01 colher de café de baunilha
01 pitada de sal
150 gramas de açúcar
120 gramas de farinha

Guarnição:
300 gramas de geléia de damasco
200 gramas de chocolate amargo preto
60 gramas de manteiga

Forno a 180 graus
Forrar com papel manteiga uma forma de 26 cm de diâmetro e untar bem com a manteiga.
Derreter no microondas o chocolate e a manteiga. Deixar amornar.
Separar as claras das gemas.
Misturar as gemas com o chocolate e a baunilha.
Bater as claras em neve até ficar bem firme. Acrescentar o açúcar.
Incorporar 1/3 das claras batidas na mistura de chocolate. Salpicar a superfície com a farinha peneirada (um pouco só).
Verter esta mistura no restante das claras e colocar o restante da farinha.
Colocar na forma.
Assar por 45 minutos.
Partir ao meio a torta, no sentido horizontal, depois de fria.
Cobrir o primeiro disco com a geléia de damascos. Cobrir com o segundo disco.
Derreter o chocolate e a manteiga no micro.
Cobrir as laterais e as superfície  da torta com este chocolate.
Deixar esfriar por 3 horas antes de servir.
Fonte - http://www.frigideiras.com/2010/08/torta-sacher-por-clarice-ledur.html




torta-sacher-chocolate-com-damasco


O MELHOR DOCE DO MUNDO

      Franz Sacher

Na constelação do paladar, não há nada mais chique do que o bolo de chocolate criado no século XIX por Franz Sacher, o mestre doceiro de Viena

Por Ivan Martins, de Viena (Itália)
Na primeira mordida revela-se um gosto forte. Ele vem da cobertura de chocolate e sugere a presença de conhaque na mistura. Depois, à medida que a mastigação avança, vai se impondo o sabor mais sóbrio da massa de chocolate amargo, matizado pela presença pungente da geléia de damasco no recheio. O equilíbrio é perfeito. Aliás, talvez seja essa combinação acre-doce que faz o lendário sucesso da torta Sacher, o bolo de chocolate mais celebrado do mundo. Dele pode-se comer vários pedaços sem ser assaltado pela sensação de enjôo (e culpa) que costuma acompanhar a digestão dos doces de chocolate comuns. “Sem o menor peso na consciência, acabo de comer uma torta Sacher inteirinha”, disse Greta Garbo a um amigo em 1937. Concebido em 1832 pelo aprendiz de doceiro Franz Sacher, a pedido do célebre chanceler Metternich, o bolo que leva o seu nome está para o mundo dos doces assim como Montblanc está para as canetas e Ferrari para os automóveis. É único, tanto quanto é caro e glamouroso. Suas textura marrom e granulosa, acompanhada sempre por uma porção de chantily, encarna o velho charme de Viena tanto quanto as valsas de Strauss ou os bigodes enormes do imperador Franz Joseph. É um clássico, e como tal consegue ser moderno.
“Fazemos 270 mil tortas Sacher por ano e a maior parte delas é exportada”, informa, orgulhosamente, o administrador Werner Hofmeister, responsável pela comunicação do Hotel Sacher. É ali, na cozinha desse hotel de luxo localizado no número 4 da Philarmonikestrass, atrás da Ópera de Viena, que as tortas Sacher são feitas desde 1877 – inteiramente à mão e usando apenas ingredientes naturais. O hotel foi fundado pelo filho de Franz Sacher e tornou-se o sinônimo mais absoluto de elegância vienense. Era freqüentado pela nata da corte Habsburgo e conhecido na Europa como Hotel Áustria, tamanha a sua identidade com o país. Permaneceu nas mãos da família Sacher até a década de 30, quando quebrou. Ao ser vendido, os novos proprietários receberam com o prédio e a lenda a receita do bolo famoso – um segredo culinário tão bem guardado quanto o do xarope da Coca-Cola. Quem procurar na internet vai encontrar várias receitas de torta Sacher, mas elas estão para o produto real como os tênis dos camelôs estão para os produtos da Nike. São contrafações mais ou menos simpáticas. Em 1965 uma sentença da suprema corte austríaca garantiu ao hotel Sacher o direito de uso exclusivo do nome, associado à palavra “original”, depois que a doceria Demel, de Viena, passou a comercializar sua própria versão do bolo. A receita lhe teria sido vendida ao final da II Guerra Mundial, quando o hall do Sacher estava sendo usado como estábulo pela cavalaria russa. O litígio em torno da receita é um caso único no mundo e ficou 25 anos nos tribunais. No dia em que foi decidido ocupou as manchetes de todos os jornais austríacos: o hotel prevaleceu porque a Demel havia subvertido a confecção clássica do bolo e passara a colocar a geléia de damasco na parte de fora, não no recheio.
Há um pouco dessa longa história em cada fatia de torta Sacher. Hofmeister, porta-voz do hotel, diz que a tradição é garantida pela fabricação artesanal ali mesmo, em Viena, sob severa supervisão. Afinal, a venda do bolo assegura mais de um terço da receita anual do Sacher. A marca não tem franquias e a única maneira de experimentar essa delícia é entrar em um dos quatro Cafés Sacher na Áustria – ou encomendar a torta pelo correio. As entregas são mundiais e quem tiver receio pela integridade gastronômica, relaxe: depois do sabor e da elegância, a grande virtude da torta Sacher é que o tempo para ela passa muito bem. Há longos 171 anos. 

UM QUILO DE PRAZER, PELO CORREIO
É possível receber a delícia em casa, mas demora
Se você não tem planos de ir a Viena, traga a torta Sacher até você pelo correio. A casa tem 171 anos de tradição em atender seus clientes ao redor do mundo e suas famosas caixinhas de madeira garantem um bolo perfeito na chegada – além de serem um elegante e tradicional presente. Para os padrões de consumo de luxo o preço é quase modesto: o bolo de um quilo custa 23 euros (cerca de R$ 80) e o custo de entrega no Brasil é de 31,60 euros (R$ 109). Total da conta: R$ 189 por 1.000 gramas de puro prazer. Se a encomenda for maior (há bolos de 1.400 e 1.600 gramas), o custo-benefício é ainda melhor. Para pedir, basta acessar o site www.sacher.com. Mas há um gostinho amargo: diante dos rigores da alfândega brasileira, a Sacher não garante os prazos de entrega, como ocorre com os destinos europeus, e nem se responsabiliza inteiramente pela chegada do bolo. O risco é por conta do freguês.
Fonte - http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/11793_O+MELHOR+DOCE+DO+MUNDO
Nº EDIÇÃO: 302 | 11.JUN.03 - 10:00 | Atualizado em 03.02 - 22:35

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